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Jornal Não Pode Rir! #64 - com @mRossiJr @EstevamNabote @MarcosCastro e @LucianaDaulizio

E O DIA MAIS ESPERADO DO ANO FINALMENTE CHEGOU! \o/ O convidado da vez é, nada mais, nada menos, que meu irmão carioca, Marcos Rossi , o hom...

quinta-feira, 4 de março de 2021

DOSSIÊ @TITASoficial - As Músicas do Lado B (parte 1)




Para começo de conversa, essa é uma postagem feita por um grande fã, aos 33 anos, que considera os Titãs como sua banda brasileira preferida desde a infância, por influência do pai (que faz aniversário hoje!). Então aqui serão expostas opiniões e reflexões (ou “viagens”, como queiram) de alguém que consome praticamente todo o conteúdo do grupo há pelo menos duas décadas.

A ideia inicial desse dossiê era tentar destacar o quão incríveis são as letras das músicas do extenso repertório da banda, mostrando as diversas temáticas abordadas em cada uma das canções, além de algumas “curiosidades” e interpretações óbvias (ou nem tanto) contidas nas mesmas. Porém, acredito que essa abordagem não seria tão “inovadora”, já que boa parte das músicas em questão são de conhecimento amplo do público geral.

Foi então que surgiu a ideia de focar nas músicas menos conhecidas ou mais “obscuras”, a fim de lhes dar o reconhecimento que merecem, principalmente pelo público que não é “fã raiz” da banda, mas consome boa parte das músicas do seu repertório mainstream, e de quebra ainda aplicar a abordagem da ideia original de maneira secundária. Por que não?

Portanto, vale explicar que o plano aqui é publicar uma série de posts, criando blocos baseados na cronologia dos discos. Então arbitrariamente defini a linha do tempo da banda usando como “marco zero” a coletânea “Titãs 84-94” (Discos 1 e 2), pois sua concepção foi baseada em agrupar os maiores sucessos da banda até então (os primeiros 10 anos de carreira), e ao meu ver ele foi um divisor de águas, pois muita gente tomou conhecimento do grupo a partir desse projeto. Mas vale ressaltar que também farei duas postagens dedicadas a essa coletânea, pois ela também possui músicas que foram “esquecidas” posteriormente - e como elas pertencem aos álbuns que serão mencionados antes, vou deixar pra falar delas apenas nesses posts.

E dependendo de como as coisas renderem até lá, dou continuidade ao “projeto” com os discos lançados após essa coletânea, obviamente desconsiderando aqueles sem repertório novo. A ideia é fazer esse levantamento nos álbuns lançados até o final do século XX, pois a partir daí já se torna algo bem mais recente e acessível a todos.

Peço perdão por essa parte introdutória, mas precisava contextualizar vocês, pois a partir daqui os posts serão bem mais diretos, então acredito que ter essas informações de antemão seja útil. Bora lá?

Titãs (1984)



Faixa 05 – Pule

Uma música curta com pegada leve e animada que esconde umas sacadas bem sérias e instigantes. Para quem ouve despretensiosamente ela passa uma vibe “fim de semana na piscina” ou “dando banho no filho pequeno”. Mas pra quem se liga na letra dá pra interpretar umas paradas bem "pesadas''...

Televisão (1985)

Faixa 03 - Pavimentação

Outra música rápida, mas dessa vez mais focada em reflexões filosóficas e que ainda apela pra jocosidade entre palavras com radicais e sufixos em comum, aliada ao impacto da sonoridade repetida de algumas sílabas para “pregar” melhor a mensagem – uma das características bem presentes nas músicas da banda.


Faixa 04 – Dona Nenê
Agora temos uma música mais “psicodélica”, principalmente se levarmos em consideração sua possível interpretação – é basicamente um relato sobre 3 moradores de rua (com seus tradicionais carrinhos de supermercado) que vivem num parque e consomem drogas. Eu sei, é bizarro. Mas faz todo sentido pra mim. E pra você?

Cabeça Dinossauro (1986)

Faixa 05 – Estado Violência

Essa é uma daquelas músicas fortes que também são marca registrada da banda. Eu a considero uma espécie de ‘irmã bastarda’ da bem conhecida e querida “Homem Primata”, pois faz críticas semelhantes. Obviamente ela não é tão contundente e violenta quanto “Polícia”, mas merece ser mais reconhecida.

Faixa 12 – Dívidas 

Aqui temos uma canção que fala sobre o cotidiano de praticamente todo brasileiro de classe média. Ainda mais se levarmos em conta o quanto boa parte desse grupo atualmente acha que pertence a uma classe social superior, mas descobre na prática que não é bem assim. Mais uma daquelas músicas que poderíamos considerar “sempre atual”.

Jesus Não Tem Dentes no País dos Banguelas (1987)

Faixa 04 – Corações e Mentes

Uma canção com boas reflexões sobre relacionamentos amorosos, dando ênfase para os abusivos – temática que só passou a ser abordada publicamente nos últimos anos. Mas como também é uma característica da banda, suas músicas sempre abordaram os mais diversos temas, sendo muitas vezes considerados à frente de seu tempo.

Faixa 08 - Mentiras

Outra música curta, dessa vez falando sobre como a sociedade é basicamente construída sobre um alicerce de mentiras – das mais brandas às mais complexas - e como nós precisamos nos adaptar a isso para viver/sobreviver.

Õ Blesq Blom (1989)

Faixa 03 – Racio Símio

E aqui temos uma letra bem criativa, focada em ditos populares e senso comum, mas desvirtuando esses conhecimentos com piadas e trocadilhos – um tipo de humor que me agrada muito (vide eu ser grande fã do Marcos Castro) e que está presente no próprio título da música. Não tem como eu não gostar dela! E você, também curte esse tipo de humor?

Faixa 06 - Medo

Mais uma música curta com pegada frenética e a linguagem bem característica de seu autor e intérprete – Arnaldo Antunes – e sua poesia filosófica ou filosofia poética (você decide), que os fãs da banda tanto amam e sentem falta.

Parte 2 em breve.

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